quinta-feira, 26 de abril de 2012

6ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente


A 6ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA) chegou embalada pelas discussões sobre economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza que antecedem a conferência das Nações Unidas sobre o desenvolvimento sustentável, a Rio + 20, que acontecerá em junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro e a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorrerá entre os dias 15 e 21 de outubro em todo o país.

Nesta perspectiva, mais uma vez, a OBSMA vem contribuir com essas discussões divulgando conhecimentos relativos a esses temas, incentivando a participação de professores, alunos e escolas nesses processos e, sobretudo, reconhecendo o trabalho desenvolvido nas áreas da saúde e do meio ambeinte.

Dentre os principais objetivos da OBSMA, destacam-se o reconhecimento do trabalho desenvolvido por professores e alunos nas escolas e a cooperação com a divulgação de ações governamentais criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente.

Você que é professor...

Se você é professor (a) de turmas de ensino fundamental (6º ao 9º ano) e de ensino médio, poderá mobilizar a sua escola e inscrever os projetos de seus alunos nas modalidades Produção Audiovisual, Produção de Textos ou Projeto de Ciências até 12/06 de 2012.

A contextualização do tema, a clareza dos objetivos, a valorização do conhecimento científico e os resultados dentro e fora da sala de aula são alguns dos itens avaliados.

Os projetos selecionados nessa fase seguem para a Etapa Nacional, onde o professor e um aluno representante do trabalho premiado participam da cerimônia de premiação, de eventos culturais, entre outras atividades.



As incrições estarão abertas até 12/06/2012

Mobilizem seus alunos!!!!
I Orientação Técnica
“Biologia e as novas tendências do seu ensino”













 Que mensagem o vídeo “Gestão da mudança” lhe trouxe?

Dinâmica: Níveis do currículo”
 








Professores testando e analisando Jogos didáticos















































 Jogo "Baralho Celular"





















 
 


Jogo "Cara a cara com a célula"


Jogo "Construindo o DNA"



"Jogo das calorias"








Obrigada a todos os participantes!!!!
Fabiola (PCNPE Bio)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Dia Nacional da Botânica

     Quem não gosta de se sentar embaixo de uma bela árvore desfrutando sua sombra num dia de calor? E de sentir o perfume das flores na primavera ou fazer uma caminhada em uma bela floresta?
O homem sempre se encantou com as árvores e as florestas. Com o passar do tempo, o ser humano começou a descobrir que além da beleza, plantas e algas também podiam ser muit...
o úteis na fabricação de remédios. Ele passou, então, a estudar os vegetais de uma forma mais organizada, criando a ciência que hoje chamamos de Botânica.
    E você sabe o que quer dizer Botânica? A palavra “botânica” vem do grego e significa “planta rasteira ou erva”. Isso mesmo, aquelas ervas que eram usadas para fazer os remédios.
    Mas o ser humano, curioso como é, começou a pesquisar muitas outras coisas sobre os vegetais. Por exemplo, quantas espécies de árvores será que existem no mundo? E no Brasil? Como elas crescem?
E foi aí que surgiram os botânicos. O pesquisador que começou a estudar a botânica no Brasil foi o alemão Carl Friedrich Phillipp von Martius,. Ele chegou ao Brasil em 1817 e em três anos de estudos ele explorou 12 mil espécies da flora brasileira. Imagine só estudar tudo isso!
    E ainda tem mais, hoje sabemos que no Brasil existem mais de 42 mil espécies vegetais. Só na Mata Atlântica temos mais de 20 mil dessas espécies. Ainda temos muito o que conhecer.
    Mas se engana quem pensa que teremos floresta para sempre. O número de árvores derrubadas e áreas desmatadas ainda é assustador. O Brasil é um dos países que mais perdem florestas no mundo. Hoje restam apenas 7% da Mata Atlântica.
    Preservar as florestas é papel de todos, não só dos botânicos e dos biólogos. Você também pode ajudar! Plante mais árvores na sua cidade. Ela vai ficar mais bonita, perfumada e cheia de pássaros. Visite mais os parques e praças e incentive seus amigos a fazer o mesmo. Que tal fazerem um pique-nique?
    Vamos todos lutar por um mundo mais verde e exercitar esse lado botânico que existe dentro de todos nós!

Texto:
Laura Benitez

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Programa de Pré-Iniciação Científica

  • O Programa de Pré-Iniciação Científica visa à participação dos alunos do Ensino Médio das escolas públicas vinculadas à Secretaria de Estado da Educação de São Paulo em atividades de pesquisa científica, as quais serão desenvolvidas nos diversos Institutos da Universidade de São Paulo (USP), com apoio financeiro do Banco Santander S/A por um período que vai do início das atividades em 2012 até o término das mesmas.
  • Para tanto, é formalizado um Convênio entre a Secretaria da Educação (SEE), a Universidade de São Paulo (USP), a Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP) e o Banco Santander S/A.

  • Esse programa é uma iniciativa que cria condições para que os alunos participem de projetos de pesquisa nas diversas áreas de ensino (Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática, Linguagens e Códigos, Temas Transversais), acompanhem atividades e convivam com procedimentos e metodologias adotadas em pesquisa científica, oferecendo, assim, oportunidades de formação pessoal, aprimoramento de conhecimentos e incentivo ao preparo para a vida profissional.
  • Os professores cadastrados e selecionados participarão de ações de formação para supervisionar os alunos de seu grupo.
Quem pode participar?

  • Alunos
    Alunos de escolas públicas vinculadas à Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, com interesse em atividades de pesquisa, atualmente matriculados na 1ª ou 2ª séries do Ensino Médio, com bom aproveitamento escolar, com idades entre 15 e 18 anos e disponibilidade de 8 horas semanais, fora de seu horário de aulas no período letivo mais 16 horas distribuídas nas férias e no recesso escolar.

  • Professor Supervisor
    Professores de escolas públicas vinculadas à Secretaria de Estado da Educação de São Paulo titulares de cargo efetivo e que permaneçam na mesma escola durante o período de realização do Programa de Pré-Iniciação Científica, com interesse em desenvolver trabalhos voltados à pesquisa e disponibilidade para participar das orientações técnicas oferecidas aos sábados (seis encontros anuais).

Informações sobre critérios de incrição e seleção, no link: http://iniciacaocientifica.edunet.sp.gov.br/CriteriosInscricao2012.pdf

Professores, divulguem esta ótima oportunidade de vivenciar o mundo acadêmico para seus alunos, as incrições estarão abertas até 11/04/2012!!!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Privadas do sexo, moscas de frutas entregam-se ao alcoolismo

Vários jornais noticiaram que machos de drosófila – a mosca da fruta – aumentam ingestão de álcool quando rejeitados sexualmente por suas parceiras. Você deve estar imaginando que os cientistas não têm mais o que fazer. O que tem a ver o comportamento da drosófila (ou do “drosófilo” no caso ) conosco? Mas a pesquisa realizada por cientistas da Califórnia saiu na prestigiosa revista Science, que não publica brincadeiras: Sexual deprivation increases ethanol intake in drosophila (Science, 16 de março). Uma das características das drosófilas é que elas podem se viciar em etanol, por isso elas são um bom modelo para pesquisar situações que levam a essa preferência por álcool. O que os cientistas queriam pesquisar era se o motivo da preferência poderia estar relacionado com uma forma de compensar uma frustração o que, diga-se de passagem, não é fácil de analisar em drosófilas. Escolheram então observar o comportamento sexual e verificar se existia uma relação entre privação sexual e alcoolismo. E de fato, eles descobriram que esse comportamento é controlado por um neuropeptídeo cerebral.
Como foi feito o experimento?
Os pesquisadores submeteram as drosófilas a vários experimentos. No primeiro, os machos eram colocados junto a fêmeas que já haviam sido fertilizadas e que, portanto, rejeitavam qualquer aproximação. Após algumas tentativas frustradas os machos “rejeitados” não têm mais interesse sexual, mesmo quando colocados junto a fêmeas virgens. Outros grupos eram constituídos por machos que não haviam se acasalado por diferentes motivos, mas que não haviam sido rejeitados pelas fêmeas. Esses grupos foram então comparados com machos que haviam se acasalado e que tinham um comportamento sexual normal. Para avaliar se havia uma busca preferencial por álcool nos diferentes grupos experimentais, o alimento foi preparado e dividido em dois grupos: no primeiro não foi adicionado nada e no segundo, ele foi suplementado com 15% de etanol.
O que foi observado?
Os cientistas observaram então que os machos “privados” de sexo consumiam preferencialmente o alimento com suplemento de etanol, independentemente de terem sido rejeitados ou impedidos de se acasalar. Isto é, a preferência por álcool não era por causa da rejeição, mas sim pela abstinência sexual, como se fosse um mecanismo de “compensação cerebral”. A próxima questão era então tentar entender como isso ocorre.
O neuropeptídeo F
Os pesquisadores resolveram analisar o que ocorria com o neuropeptídeo F (NPF), uma molécula que regula o consumo de etanol nas drosófilas. Observaram então que os machos rejeitados sexualmente tinham níveis muito menores de NPF do que aqueles que haviam sido acasalados. Entretanto, para determinar se não se tratava de um achado casual, era necessário verificar se havia uma correlação entre níveis diminuídos de NPF e aumento de consumo de etanol. Para isso os pesquisadores fizeram novos experimentos manipulando geneticamente a via de liberação do NPF. Os resultados confirmaram que há uma relação causal entre abstinência sexual e níveis diminuídos de NPF que por sua vez leva ao consumo preferencial de etanol. Por outro lado, de acordo com os autores dessa pesquisa, a ativação desse neuropeptídeo funcionaria como um mecanismo de “satisfação” substituindo a necessidade de ingestão de álcool para “compensar” a privação sexual.
Qual é a importancia desse achado?
Há uma molécula análoga ao NPF nos mamíferos, o neuropeptídeo Y (NPY). Sabe-se que em mamíferos e seres humanos o nível desse neuropetídeo é regulado por experiências traumáticas, mas aparentemente não há nenhum estudo publicado correlacionando experiências sociais (ou sexuais), o NPY e o consumo de etanol. Quem sabe esse estudo em drosófilas poderá trazer novos caminhos para entender e combater os mecanismos cerebrais que causam alcoolismo ou dependência a drogas. Por outro lado, fiquei curiosa em saber se esse mesmo comportamento ocorre em fêmeas de drosófilas impedidas de se acasalarem. Será que elas também vão ingerir mais etanol? Ou quem sabe ingerir mais alimentos como modo de compensar e tornar-se obesas? Para quem tiver interesse, é um outro assunto a ser pesquisado.
Por Mayana Zatz